-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o
Além daquela que canta,
Há outra pedra, também,
Que cintila e que encanta,
À beira do Itanhaém.
Igualmente majestosa,
Reúne o canto e a prosa
Somente num elemento.
Moldada na rocha pura,
Pela constância do vento,
Transformou-se em escultura
Extremamente polida.
É um brilhante, um colosso
É pedra de carne e osso
Lapidada pela vida.
A.L.Oliveira - PY3AL -Jan/2008
o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Radioamador Gaudério
Bom dia, meu caro irmão
Aceite um bom chimarrão
Cevado com erva pura
Conforme manda a cultura
De um índio velho charrua
Que nasceu há muitas luas
No pampa desta querência
E, vive em modesto abrigo
Escancarado aos amigos
Que amem a radiofreqüência.
O rádio do qual eu falo
Se assemelha ao bom cavalo
Sempre às ordens do ginete
Bem tratado, de piquete
O mais ligeiro da estância
Que, com garbo e elegância
Transporta a fraternidade
Saltando algumas fronteiras
Muitas cercas e porteiras
Que separam a humanidade.
Mas, se bate a urucubaca
Vira matungo, que empaca
Não anda nem um pouquinho
Deixa o dono a falar sozinho
E, no mato, sem cachorro
Sem conhecer um socorro
Que espante a tal “maldição”
Pois,parece que o “mundo acaba”
Não há santo ou reza braba
Que abra a propagação.
Brincadeiras, dificuldades
São as marcas da saudade
Que atestam valer a pena
Cada emenda e cada antena
Todo erro, algum tropeço
Pois, o lucro do começo
Está mesmo no improviso
Pra encontrar-se a barranca
Onde moram a “mosca-branca”
E as “aves-do-paraíso”.
PY3AL- A.L.Oliveira/mai/2007
Aceite um bom chimarrão
Cevado com erva pura
Conforme manda a cultura
De um índio velho charrua
Que nasceu há muitas luas
No pampa desta querência
E, vive em modesto abrigo
Escancarado aos amigos
Que amem a radiofreqüência.
O rádio do qual eu falo
Se assemelha ao bom cavalo
Sempre às ordens do ginete
Bem tratado, de piquete
O mais ligeiro da estância
Que, com garbo e elegância
Transporta a fraternidade
Saltando algumas fronteiras
Muitas cercas e porteiras
Que separam a humanidade.
Mas, se bate a urucubaca
Vira matungo, que empaca
Não anda nem um pouquinho
Deixa o dono a falar sozinho
E, no mato, sem cachorro
Sem conhecer um socorro
Que espante a tal “maldição”
Pois,parece que o “mundo acaba”
Não há santo ou reza braba
Que abra a propagação.
Brincadeiras, dificuldades
São as marcas da saudade
Que atestam valer a pena
Cada emenda e cada antena
Todo erro, algum tropeço
Pois, o lucro do começo
Está mesmo no improviso
Pra encontrar-se a barranca
Onde moram a “mosca-branca”
E as “aves-do-paraíso”.
PY3AL- A.L.Oliveira/mai/2007
segunda-feira, 8 de março de 2010
Echolink
Cumprimentos ao amigo
Colega, radioamador
Que dá hoje ao computador
Mais a nobre finalidade
De levar fraternidade
Aos irmãos e companheiros
Nacionais, ou, estrangeiros
De qualquer parte do mundo
O que faz em um segundo
Se não fizer mais ligeiro.
A demora não tem vez
Na vastidão da Internet
Onde a rapidez reflete
Que a vida anda depressa
E, nova etapa começa
Pra vários operadores
Pois, trocam transceptores
Por outros equipamentos
Modernos, grandes inventos
Mas, deixam velhos amores.
A quebra de afinidade
Com nosso antigo equipo
Na minha idéia, antecipo
Faz perder-se não apenas
O trato com as antenas
Mas, também, a tradição
De falar-se em propagação
Estacionárias, sinais
Por vezes, os principais
Assuntos da transmissão.
Cedo ou tarde esqueceremos
Os debates, as experiências
Que fizeram das freqüências
Escola e campo de provas
Pois essas invenções novas
Dentre as quais o celular
Chegaram aqui pra ficar
Criando um vazio gigante
No serviço mais importante
Do rádio, em particular.
A.L.Oliveira/PY3AL/mai/2007
Echolink = programa que permite comunicação em fonia,
direta ou compartilhada, entre radioamadores de todo mundo
via internet.
Colega, radioamador
Que dá hoje ao computador
Mais a nobre finalidade
De levar fraternidade
Aos irmãos e companheiros
Nacionais, ou, estrangeiros
De qualquer parte do mundo
O que faz em um segundo
Se não fizer mais ligeiro.
A demora não tem vez
Na vastidão da Internet
Onde a rapidez reflete
Que a vida anda depressa
E, nova etapa começa
Pra vários operadores
Pois, trocam transceptores
Por outros equipamentos
Modernos, grandes inventos
Mas, deixam velhos amores.
A quebra de afinidade
Com nosso antigo equipo
Na minha idéia, antecipo
Faz perder-se não apenas
O trato com as antenas
Mas, também, a tradição
De falar-se em propagação
Estacionárias, sinais
Por vezes, os principais
Assuntos da transmissão.
Cedo ou tarde esqueceremos
Os debates, as experiências
Que fizeram das freqüências
Escola e campo de provas
Pois essas invenções novas
Dentre as quais o celular
Chegaram aqui pra ficar
Criando um vazio gigante
No serviço mais importante
Do rádio, em particular.
A.L.Oliveira/PY3AL/mai/2007
Echolink = programa que permite comunicação em fonia,
direta ou compartilhada, entre radioamadores de todo mundo
via internet.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
53º Rancho do Radioamador Gaúcho
Agradecimento
Meus sinceros agradecimentos aos prezados amigos, colegas e familiares, pelas inúmeras mensagens de incentivo que tenho recebido procedentes de várias localidades do estado e do país.
De modo especial, quero agradecer às pessoas que me deram a honra de inscreverem-se como seguidoras deste modesto blog, conforme se vê na página inicial. Ali estão os nomes das queridas Ione Ramos de Oliveira, artista plástica, e, Viviane Balau, poeta e editora do Jornal Mundo Mágico da Poesia, além de Flávio Walker da Silva e Fada do Mar Suave, que não os conheço pessoalmente.
Obrigado a todos os visitantes que já somam quase 900 acessos em pouco mais de dois meses de efetiva publicação, segundo relatório de verificação do Sitemeter (www.sitemeter.com).
Prosseguindo ainda na divulgação do assunto referente aos ranchos de radioamadores gaúchos, transcrevo a seguir um singelo trabalho feito em 2005, sobre a realização da festividade em Novo Hamburgo, acontecida no mês de novembro do mesmo ano.
53º RANCHO DO RADIOAMADOR GAÚCHO
Pra reunir a moçada chamamos “geral quarenta”
Ou então “CQ oitenta”, até chegar noutra banda
Só pra ver aonde anda a turma de operadores
Colegas, radioamadores, amigos e companheiros,
Nacionais ou estrangeiros, que ainda dedicam amor,
Prestigiam, dão valor, a seus velhos transmissores.
A procura continua em qualquer ponto da faixa
Seja alta, seja baixa, nas variadas freqüências
E com alguma paciência, se encontrará um “coruja”
Antes mesmo que ele fuja, pra explorar o espectro,
Lá nos quinze ou vinte metros, dificultando a ação,
E levando de antemão, algum tempo de lambuja.
Grande parte teve origem na faixa do cidadão
Onde, em minha opinião, surgem boas amizades,
Diante da proximidade, que une os interessados,
Geralmente dedicados à prestação de serviço
Cujo maior compromisso, levado como bandeira,
É a descontraída maneira daqueles comunicados.
Acontece aqui no Rio Grande uma festa anual
Cujo tema principal é congregar toda a classe
E propiciar o enlace entre as diversas culturas,
Pois reúne criaturas de procedências distantes,
Mas todas simpatizantes dessa causa meritória,
Que motiva a trajetória das mais ilustres figuras.
Ano passado, Erechim, foi a sede da festança
Indicando a liderança a Novo Hamburgo, que agora,
Logo, logo, sem demora, convoca os operadores,
Que farão os bastidores do tão esperado encontro,
Só considerado pronto, quando nova “coleguinha”
For coroada rainha, de todos radioamadores.
Neste ano é uma cidade, de ascendência alemã
A belíssima anfitriã, desse congresso de amigos;
Portanto, conto contigo, na Capital dos Calçados,
Sendo todos convidados, os colegas, os “cristais”,
E outros, eventuais, que tenham, de preferência,
O “vírus radiofreqüência”, deveras inoculado.
Antonio Luiz de Oliveira – abr/2005
Meus sinceros agradecimentos aos prezados amigos, colegas e familiares, pelas inúmeras mensagens de incentivo que tenho recebido procedentes de várias localidades do estado e do país.
De modo especial, quero agradecer às pessoas que me deram a honra de inscreverem-se como seguidoras deste modesto blog, conforme se vê na página inicial. Ali estão os nomes das queridas Ione Ramos de Oliveira, artista plástica, e, Viviane Balau, poeta e editora do Jornal Mundo Mágico da Poesia, além de Flávio Walker da Silva e Fada do Mar Suave, que não os conheço pessoalmente.
Obrigado a todos os visitantes que já somam quase 900 acessos em pouco mais de dois meses de efetiva publicação, segundo relatório de verificação do Sitemeter (www.sitemeter.com).
Prosseguindo ainda na divulgação do assunto referente aos ranchos de radioamadores gaúchos, transcrevo a seguir um singelo trabalho feito em 2005, sobre a realização da festividade em Novo Hamburgo, acontecida no mês de novembro do mesmo ano.
53º RANCHO DO RADIOAMADOR GAÚCHO
Pra reunir a moçada chamamos “geral quarenta”
Ou então “CQ oitenta”, até chegar noutra banda
Só pra ver aonde anda a turma de operadores
Colegas, radioamadores, amigos e companheiros,
Nacionais ou estrangeiros, que ainda dedicam amor,
Prestigiam, dão valor, a seus velhos transmissores.
A procura continua em qualquer ponto da faixa
Seja alta, seja baixa, nas variadas freqüências
E com alguma paciência, se encontrará um “coruja”
Antes mesmo que ele fuja, pra explorar o espectro,
Lá nos quinze ou vinte metros, dificultando a ação,
E levando de antemão, algum tempo de lambuja.
Grande parte teve origem na faixa do cidadão
Onde, em minha opinião, surgem boas amizades,
Diante da proximidade, que une os interessados,
Geralmente dedicados à prestação de serviço
Cujo maior compromisso, levado como bandeira,
É a descontraída maneira daqueles comunicados.
Acontece aqui no Rio Grande uma festa anual
Cujo tema principal é congregar toda a classe
E propiciar o enlace entre as diversas culturas,
Pois reúne criaturas de procedências distantes,
Mas todas simpatizantes dessa causa meritória,
Que motiva a trajetória das mais ilustres figuras.
Ano passado, Erechim, foi a sede da festança
Indicando a liderança a Novo Hamburgo, que agora,
Logo, logo, sem demora, convoca os operadores,
Que farão os bastidores do tão esperado encontro,
Só considerado pronto, quando nova “coleguinha”
For coroada rainha, de todos radioamadores.
Neste ano é uma cidade, de ascendência alemã
A belíssima anfitriã, desse congresso de amigos;
Portanto, conto contigo, na Capital dos Calçados,
Sendo todos convidados, os colegas, os “cristais”,
E outros, eventuais, que tenham, de preferência,
O “vírus radiofreqüência”, deveras inoculado.
Antonio Luiz de Oliveira – abr/2005
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
52º Rancho do Radioamador Gaúcho
Rancho do Radioamador
Trata-se de festividade realizada anualmente no Rio Grande do Sul, congregando operadores do radioamadorismo e familiares, não só gaúchos e brasileiros de outros estados, como também, muitos colegas provenientes de países vizinhos, com os quais são mantidos contatos regulares por radiocomunicação.
É uma festividade muito bonita, ocupando sempre um final de semana, quando são organizadas várias atividades sociais de congraçamento entre os aficionados e simpatizantes desse maravilhoso “hobby”, tais como, passeios, jantares, bailes, palestras e debates sobre assuntos de interesse da classe, exposição de novidades tecnológicas, feira de troca-troca de equipamentos, exames para ingresso e promoção de classe, etc.
O encerramento dessas reuniões culmina com a eleição de uma das colegas presentes, geralmente a esposa do organizador (se licenciada oficialmente como operadora), sendo dali para frente a Rainha dos Radioamadores, até a próxima festa.
Nessa ocasião também é sorteada a cidade onde será feita a próxima edição, bem como escolhido o nome de um dos colegas lá residentes, o qual ficará encarregado do evento.
O primeiro desses encontros aconteceu em 1948, na cidade de Tupanciretã, e, o último, em 2009, 57ª edição, na cidade de Bagé. O próximo, em 2010, será realizado em São Gabriel.
O 52º Rancho ocorreu na cidade de Erechim, em 2004, sob a presidência do competente colega PY3LC-Nery Danese, acompanhado da esposa Rosane – PY3EU.
Na época, elaborei os versos transcritos abaixo, na tentativa de descrever alguma coisa da cidade anfitriã, a título de divulgação do convite de forma diferenciada.
52º RANCHO DO RADIOAMADOR GAÚCHO
Colegas sejam bem-vindos à cidade de Erechim,
Um grande e belo jardim plantado ao norte do Estado,
Deixem o estresse de lado, e, fiquem bem à vontade,
Pra respirar o ar puro, pois ali mora o futuro,
Esbanjando prosperidade.
Pra quem sai da Capital, e atravessa Passo Fundo,
Vai avistar novo mundo que aos poucos se descortina,
Descobrindo em cada colina, coberta de soja e trigo,
Uma amostra da fartura que tem sua agricultura
Para mostrar aos amigos
Há indústrias ervateiras de primeira qualidade
Permitindo que a cidade faça até exportação
E tome o bom chimarrão da seiva verde mais pura
Cevado em cuia nativa, da maneira primitiva,
Conforme manda a cultura
Na produção de cereais, já foi mesmo o pioneiro,
Sendo do trigo o primeiro, com o nome de capital;
Hoje, é pólo industrial, do mais extenso valor,
Pois do seu parque fabril saem produtos pro Brasil,
E, também, para o exterior.
Toda a pujança do povo decorre de várias raças
Que chegaram a essa praça, vindas de vários países,
E ali fincaram raízes com a força do próprio braço
Provando pros descendentes de que os fortes e valentes
Acham sempre o bom espaço
Foram tantas as etnias que ultrapassaram oceanos,
Sendo muitos italianos, alemães e portugueses,
Espanhóis, também franceses, que junto dos brasileiros,
Poloneses e judeus, bem longe deixaram os seus,
E ali chegaram primeiro
Centro que aglutina o povo de uma imensa região
Desenvolve a educação e o comércio em geral,
Tem intensa vida social que congrega a comunidade,
E, seu progresso visível, é notado em qualquer nível,
De que se olhar a cidade
A despedida é cruel no final de qualquer festa
Quando apenas o que resta são abraços fraternais
Aos colegas, aos “cristais”, sejam louras ou morenas;
Levem nossa “cartolina", e, até um “dobrar de esquina”
Ou, novo “cruzar de antenas”
Antonio Luiz de Oliveira/set/2004
Obs:
Cristal(componente essencial do rádio) = esposa, companheira
Cartolina = cartão comprobatório do contato (QSL) via rádio
Dobrar de esquina = encontro casual
Cruzar de antenas = contato estabelecido
Trata-se de festividade realizada anualmente no Rio Grande do Sul, congregando operadores do radioamadorismo e familiares, não só gaúchos e brasileiros de outros estados, como também, muitos colegas provenientes de países vizinhos, com os quais são mantidos contatos regulares por radiocomunicação.
É uma festividade muito bonita, ocupando sempre um final de semana, quando são organizadas várias atividades sociais de congraçamento entre os aficionados e simpatizantes desse maravilhoso “hobby”, tais como, passeios, jantares, bailes, palestras e debates sobre assuntos de interesse da classe, exposição de novidades tecnológicas, feira de troca-troca de equipamentos, exames para ingresso e promoção de classe, etc.
O encerramento dessas reuniões culmina com a eleição de uma das colegas presentes, geralmente a esposa do organizador (se licenciada oficialmente como operadora), sendo dali para frente a Rainha dos Radioamadores, até a próxima festa.
Nessa ocasião também é sorteada a cidade onde será feita a próxima edição, bem como escolhido o nome de um dos colegas lá residentes, o qual ficará encarregado do evento.
O primeiro desses encontros aconteceu em 1948, na cidade de Tupanciretã, e, o último, em 2009, 57ª edição, na cidade de Bagé. O próximo, em 2010, será realizado em São Gabriel.
O 52º Rancho ocorreu na cidade de Erechim, em 2004, sob a presidência do competente colega PY3LC-Nery Danese, acompanhado da esposa Rosane – PY3EU.
Na época, elaborei os versos transcritos abaixo, na tentativa de descrever alguma coisa da cidade anfitriã, a título de divulgação do convite de forma diferenciada.
52º RANCHO DO RADIOAMADOR GAÚCHO
Colegas sejam bem-vindos à cidade de Erechim,
Um grande e belo jardim plantado ao norte do Estado,
Deixem o estresse de lado, e, fiquem bem à vontade,
Pra respirar o ar puro, pois ali mora o futuro,
Esbanjando prosperidade.
Pra quem sai da Capital, e atravessa Passo Fundo,
Vai avistar novo mundo que aos poucos se descortina,
Descobrindo em cada colina, coberta de soja e trigo,
Uma amostra da fartura que tem sua agricultura
Para mostrar aos amigos
Há indústrias ervateiras de primeira qualidade
Permitindo que a cidade faça até exportação
E tome o bom chimarrão da seiva verde mais pura
Cevado em cuia nativa, da maneira primitiva,
Conforme manda a cultura
Na produção de cereais, já foi mesmo o pioneiro,
Sendo do trigo o primeiro, com o nome de capital;
Hoje, é pólo industrial, do mais extenso valor,
Pois do seu parque fabril saem produtos pro Brasil,
E, também, para o exterior.
Toda a pujança do povo decorre de várias raças
Que chegaram a essa praça, vindas de vários países,
E ali fincaram raízes com a força do próprio braço
Provando pros descendentes de que os fortes e valentes
Acham sempre o bom espaço
Foram tantas as etnias que ultrapassaram oceanos,
Sendo muitos italianos, alemães e portugueses,
Espanhóis, também franceses, que junto dos brasileiros,
Poloneses e judeus, bem longe deixaram os seus,
E ali chegaram primeiro
Centro que aglutina o povo de uma imensa região
Desenvolve a educação e o comércio em geral,
Tem intensa vida social que congrega a comunidade,
E, seu progresso visível, é notado em qualquer nível,
De que se olhar a cidade
A despedida é cruel no final de qualquer festa
Quando apenas o que resta são abraços fraternais
Aos colegas, aos “cristais”, sejam louras ou morenas;
Levem nossa “cartolina", e, até um “dobrar de esquina”
Ou, novo “cruzar de antenas”
Antonio Luiz de Oliveira/set/2004
Obs:
Cristal(componente essencial do rádio) = esposa, companheira
Cartolina = cartão comprobatório do contato (QSL) via rádio
Dobrar de esquina = encontro casual
Cruzar de antenas = contato estabelecido
sábado, 7 de novembro de 2009
Rua Eva, 7087/Itanhaém/SP
Ao ensejo do Dia do Radioamador Brasileiro, transcorrido recentemente, temos a satisfação de cumprimentar os prezados colegas, levando nosso fraterno abraço a todos os praticantes desse “hobby” reconhecido de utilidade pública.
A atividade foi regulamentada pelo Decreto nº. 16.657, publicado no Diário Oficial da União, de 05.11.1924, atendendo à representação da Academia Brasileira de Ciências, que atestava a existência das estações destinadas a tal finalidade no país.
A propósito, estamos publicando abaixo um modesto trabalho elaborado em jul/2006, em homenagem à querida colega PY2DHP, Elza Cobra de Moraes, uma das mais conhecidas e atuantes radioamadoras do Brasil, que, operando na freqüência de 7.087 mHz, de segunda a sábado, diretamente da cidade de Itanhaém, litoral paulista, coordena a rodada RUA (Rodada Unindo Amigos), das 9 às 11,30 hrs e a rodada EVA (Encontro dos Verdadeiros Amigos) das 14 às 16,30 hrs, ambas de abrangência nacional, dependendo das condições de propagação.
RUA EVA, 7.087, Itanhaém/SP
Bom dia, minha colega,
Como é bom falar contigo,
E, saber que continuas,
Passeando com teus amigos,
Numa imaginária R U A, (*)
Desse fabuloso mundo.
E, mais tarde, num segundo,
Quando incorporas a E V A, (**)
É você mesma quem leva,
Outro abraço, verdadeiro.
Agora, ao país inteiro,
Saudando, de Sul a Norte,
Aqueles que tenham a sorte,
De encontrá-la na freqüência.
Onde mora a competência,
De uma ilustre comandante,
Muito alegre, perspicaz,
Que consegue ser capaz,
Na sua faina constante,
De levar amor e paz,
A cada amigo distante.
Com certeza, a Elza, Cobra, (***)
E, isso não é maldade,
Nem, tampouco, desfavor;
Pois, tu “cobras”, na verdade,
O carinho, a amizade,
De qualquer radioamador.
A.L.Oliveira/PY3AL /jul/2006
* = Rodada Unindo Amigos
** = Encontro dos Verdadeiros Amigos
*** = Elza Cobra de Moraes – PY2DHP - (perdão, pelo trocadilho)
A atividade foi regulamentada pelo Decreto nº. 16.657, publicado no Diário Oficial da União, de 05.11.1924, atendendo à representação da Academia Brasileira de Ciências, que atestava a existência das estações destinadas a tal finalidade no país.
A propósito, estamos publicando abaixo um modesto trabalho elaborado em jul/2006, em homenagem à querida colega PY2DHP, Elza Cobra de Moraes, uma das mais conhecidas e atuantes radioamadoras do Brasil, que, operando na freqüência de 7.087 mHz, de segunda a sábado, diretamente da cidade de Itanhaém, litoral paulista, coordena a rodada RUA (Rodada Unindo Amigos), das 9 às 11,30 hrs e a rodada EVA (Encontro dos Verdadeiros Amigos) das 14 às 16,30 hrs, ambas de abrangência nacional, dependendo das condições de propagação.
RUA EVA, 7.087, Itanhaém/SP
Bom dia, minha colega,
Como é bom falar contigo,
E, saber que continuas,
Passeando com teus amigos,
Numa imaginária R U A, (*)
Desse fabuloso mundo.
E, mais tarde, num segundo,
Quando incorporas a E V A, (**)
É você mesma quem leva,
Outro abraço, verdadeiro.
Agora, ao país inteiro,
Saudando, de Sul a Norte,
Aqueles que tenham a sorte,
De encontrá-la na freqüência.
Onde mora a competência,
De uma ilustre comandante,
Muito alegre, perspicaz,
Que consegue ser capaz,
Na sua faina constante,
De levar amor e paz,
A cada amigo distante.
Com certeza, a Elza, Cobra, (***)
E, isso não é maldade,
Nem, tampouco, desfavor;
Pois, tu “cobras”, na verdade,
O carinho, a amizade,
De qualquer radioamador.
A.L.Oliveira/PY3AL /jul/2006
* = Rodada Unindo Amigos
** = Encontro dos Verdadeiros Amigos
*** = Elza Cobra de Moraes – PY2DHP - (perdão, pelo trocadilho)
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Radioaficionado
Eu sou “munheca de pau”* desde o século passado,
Quando iniciei licenciado, na “ faixa do cidadão”,
E, depois, num empurrão, galguei um degrau a mais,
Fazendo provas formais pra acessar outras faixas,
Tanto nas freqüências baixas como naquelas do topo,
Conforme era o escopo pra transmitir meus sinais.
Com certeza, meus colegas, digo isso com respeito,
E até estufo meu peito, pra lhes contar esse início,
Pois, tenho ainda resquícios daquelas boas maneiras,
Aprendidas nas fileiras dos que operam os onze metros,
E se referem ao espectro como se fosse o mais nobre,
Pois é lá que se descobre a vocação verdadeira.
Assimilei os deveres, aos poucos, e, ao natural,
Alguns, de ordem legal, e, cumprimento obrigatório,
Quando o rol comprobatório pra completa habilitação,
Exigia a comprovação de associado labreano,
Pra conseguir-se, de plano, e, de modo definitivo,
O sonhado indicativo e a licença da estação.
Os compromissos sociais também eram observados,
Naqueles comunicados, de interesse e importância,
Onde a própria relevância atestava a necessidade,
Pois, havendo calamidade, lá estava o radioamador,
Um soldado de valor, armado com seu “canhão”,
Atendendo à convocação em favor da sociedade.
Hoje em dia, me parece, a coisa é mais liberal,
Pois, com a isenção total, do dever associativo,
Vem o fator negativo que mais prejudica a classe,
Diante de um certo impasse evidente e conclusivo,
Que, salvo melhor juízo, enfraquece a união,
Levando a associação, aos poucos, pro desenlace.
São tantas as novidades, que chegaram pra ficar,
Hoje, além do celular, um “brinquedo” de telefone,
Que, contrário ao microfone, dispensa propagação,
É seguro, sempre à mão, com seu tempo de vedete,
Trouxe junto a Internet, e, outras modalidades,
Com reais facilidades para a comunicação.
* = gíria aplicável ao operador inexperiente.
PY3AL- Antonio Luiz de Oliveira/nov/2004
Quando iniciei licenciado, na “ faixa do cidadão”,
E, depois, num empurrão, galguei um degrau a mais,
Fazendo provas formais pra acessar outras faixas,
Tanto nas freqüências baixas como naquelas do topo,
Conforme era o escopo pra transmitir meus sinais.
Com certeza, meus colegas, digo isso com respeito,
E até estufo meu peito, pra lhes contar esse início,
Pois, tenho ainda resquícios daquelas boas maneiras,
Aprendidas nas fileiras dos que operam os onze metros,
E se referem ao espectro como se fosse o mais nobre,
Pois é lá que se descobre a vocação verdadeira.
Assimilei os deveres, aos poucos, e, ao natural,
Alguns, de ordem legal, e, cumprimento obrigatório,
Quando o rol comprobatório pra completa habilitação,
Exigia a comprovação de associado labreano,
Pra conseguir-se, de plano, e, de modo definitivo,
O sonhado indicativo e a licença da estação.
Os compromissos sociais também eram observados,
Naqueles comunicados, de interesse e importância,
Onde a própria relevância atestava a necessidade,
Pois, havendo calamidade, lá estava o radioamador,
Um soldado de valor, armado com seu “canhão”,
Atendendo à convocação em favor da sociedade.
Hoje em dia, me parece, a coisa é mais liberal,
Pois, com a isenção total, do dever associativo,
Vem o fator negativo que mais prejudica a classe,
Diante de um certo impasse evidente e conclusivo,
Que, salvo melhor juízo, enfraquece a união,
Levando a associação, aos poucos, pro desenlace.
São tantas as novidades, que chegaram pra ficar,
Hoje, além do celular, um “brinquedo” de telefone,
Que, contrário ao microfone, dispensa propagação,
É seguro, sempre à mão, com seu tempo de vedete,
Trouxe junto a Internet, e, outras modalidades,
Com reais facilidades para a comunicação.
* = gíria aplicável ao operador inexperiente.
PY3AL- Antonio Luiz de Oliveira/nov/2004
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Nostalgia
Bom dia caro colega
Vamos falar de saudade,
Lembrando a fraternidade
Que unia os radioamadores,
Incansáveis operadores
De microfones e antenas;
Coisas de suma importância
Pra fazer com que as distâncias
Pareçam sempre pequenas.
Lastimo que nossa classe,
Antes aguerrida e forte,
Caminhe agora sem norte,
Dispersa, desagregada,
O que foi serviço ou esporte,
Não representa mais nada,
Pois hoje os radioamadores,
São esparsos batalhadores,
Entregues à própria sorte.
Instrumento reconhecido,
De vanguarda e utilidade,
Serviu ao campo, à cidade,
Com garra, com altruísmo,
Sem qualquer temeridade,
Sendo o radioamadorismo,
Tal e qual como um soldado,
O primeiro a ser convocado,
Em meio à calamidade.
Mas hoje é obsoleto,
Pelo avanço da ciência,
Só restando reminiscências,
Das pesquisas mais diversas,
E as “complicadas” conversas,
Que ocupavam as freqüências,
Hoje dão o seu lugar,
A internet, o echolink, o celular,
Que não aceitam experiências.
Sou associado da Labre,
Há bem mais de vinte anos,
Tive acertos, desenganos,
Sem abandonar o ” fronte”,
Pois, errar é dos humanos,
Segundo afirma uma fonte,
Embora a desesperança,
Tome conta dessa andança,
Sem rumo e sem horizonte.
A.L.Oliveira – PY3AL – abr/2006
Vamos falar de saudade,
Lembrando a fraternidade
Que unia os radioamadores,
Incansáveis operadores
De microfones e antenas;
Coisas de suma importância
Pra fazer com que as distâncias
Pareçam sempre pequenas.
Lastimo que nossa classe,
Antes aguerrida e forte,
Caminhe agora sem norte,
Dispersa, desagregada,
O que foi serviço ou esporte,
Não representa mais nada,
Pois hoje os radioamadores,
São esparsos batalhadores,
Entregues à própria sorte.
Instrumento reconhecido,
De vanguarda e utilidade,
Serviu ao campo, à cidade,
Com garra, com altruísmo,
Sem qualquer temeridade,
Sendo o radioamadorismo,
Tal e qual como um soldado,
O primeiro a ser convocado,
Em meio à calamidade.
Mas hoje é obsoleto,
Pelo avanço da ciência,
Só restando reminiscências,
Das pesquisas mais diversas,
E as “complicadas” conversas,
Que ocupavam as freqüências,
Hoje dão o seu lugar,
A internet, o echolink, o celular,
Que não aceitam experiências.
Sou associado da Labre,
Há bem mais de vinte anos,
Tive acertos, desenganos,
Sem abandonar o ” fronte”,
Pois, errar é dos humanos,
Segundo afirma uma fonte,
Embora a desesperança,
Tome conta dessa andança,
Sem rumo e sem horizonte.
A.L.Oliveira – PY3AL – abr/2006
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Bençãos Eletrônicas
Parabéns, radioamador
Que recém foi licenciado
Para mandar seu recado
Sem levantar da cadeira
Talvez, pra cidade inteira
O que já tem importância
Mas, conforme a propagação,
Fazer, também, transmissão
Até pra longa distância.
Seja bem-vindo à classe
Venha ocupar seu espaço
E receber nosso abraço
Mais um pequeno recado
Pois, mesmo capacitado
No uso do equipamento
Vá devagar, com paciência,
Escute bem a freqüência
Procure o melhor momento.
Antigamente o novato
Por certo, com ceticismo
Era alvo de um batismo
Praxe quase obrigatória
Com direito à oratória
De cada participante
Onde padrinhos, madrinhas,
Vinham cantar ladainhas
Saudando o principiante.
Momento muito especial,
De festa e fraternidade
Visava a “solenidade”
Dar boas-vindas ao parceiro
E torná-lo bom companheiro
Com brincadeira e respeito
Ficando claro ao sujeito
Algo sério, que era a tônica
Quando o casal de padrinhos
Transmitia, com carinho
Suas “bênçãos eletrônicas”.
A.L.Oliveira - PY3AL - abr/2006
Que recém foi licenciado
Para mandar seu recado
Sem levantar da cadeira
Talvez, pra cidade inteira
O que já tem importância
Mas, conforme a propagação,
Fazer, também, transmissão
Até pra longa distância.
Seja bem-vindo à classe
Venha ocupar seu espaço
E receber nosso abraço
Mais um pequeno recado
Pois, mesmo capacitado
No uso do equipamento
Vá devagar, com paciência,
Escute bem a freqüência
Procure o melhor momento.
Antigamente o novato
Por certo, com ceticismo
Era alvo de um batismo
Praxe quase obrigatória
Com direito à oratória
De cada participante
Onde padrinhos, madrinhas,
Vinham cantar ladainhas
Saudando o principiante.
Momento muito especial,
De festa e fraternidade
Visava a “solenidade”
Dar boas-vindas ao parceiro
E torná-lo bom companheiro
Com brincadeira e respeito
Ficando claro ao sujeito
Algo sério, que era a tônica
Quando o casal de padrinhos
Transmitia, com carinho
Suas “bênçãos eletrônicas”.
A.L.Oliveira - PY3AL - abr/2006
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Padre Landell de Moura
Surgiu em data distante (1861)
Em Porto Alegre, no centro
O homem que no momento
Passa a ser o personagem
A quem dedico a mensagem
Que pretendo apresentar
Na esperança de mostrar
A grandeza de seus feitos
E, também, alguns defeitos
Se porventura encontrar.
Dona Sara Marianna Landell
E, Inácio Ferreira Moura
São as fontes geradoras
Desse garotão esperto
Cujo nome de Roberto
Conforme foi registrado
Veio a ser sacramentado
Também em nossa cidade
Aos dois anos de idade (1863)
Na pia do batizado.
Herdou dos pais, com certeza
Alguns traços definidos
Foi menino extrovertido
Sempre atento às novidades;
Fez o curso de Humanidades (1872/77)
E, seguiu pro Rio de Janeiro
Como estudante e caixeiro
Até que o próprio destino
Quem sabe, um sopro Divino
Veio mudar-lhe o roteiro.
Matriculou-se em Roma
Por indicação da fé (1878)
Sendo perto da Santa Sé
Que estudou Filosofia
E, também, Teologia,
Indispensáveis ao mote
De se tornar sacerdote (1886)
Sem descuidar dos inventos
Um de seus grandes intentos
Desde quando rapazote.
Tinha o gênio desinquieto
De um padre itinerante
Parava só um instante (1887/900)
Em suas várias mudanças
Sendo muitas as andanças
De Porto Alegre a Santana (SP)
Campinas, Santos, Uruguaiana
Como vigário e professor
Cientista e pesquisador
Dedicado à vida humana.
Roberto Landell de Moura
Teve até fama de santo
Havendo alguém, entretanto
Que o considerava “bruxo”
Por afrontar os gaúchos
Com idéias avançadas
E reprimendas ousadas
Ao exigir que as “beatas”
Se mostrassem mais sensatas
Especialmente as casadas.
Os sermões que ele pregava
Calavam fundo na alma
Talvez escritos com a calma
De quem falava com Deus;
Pois, hoje, os cadernos seus
Guardam parte da doutrina
Que essa mente cristalina
Produziu por tantos anos
Ensinando aos paroquianos
A mais cristã disciplina.
A versatilidade do gênio
É clara, não se ignora
Por certo, Nossa Senhora
Deu-lhe amparo e proteção
Quando até a televisão (1904)
Que ninguém falava dela
Mas, ele, “enxergava” a tela
Com detalhes importantes
Mais de vinte anos antes
De abrir-se a grande “janela”.
Em cada lugar que andasse
Despertava curiosidade
Face à extrema habilidade
De lidar com coisa estranha
Sendo várias as façanhas
No campo do Espiritismo
E, também do Hipnotismo
Onde fez experimentos
No seu tempo, “divertimento”
Impróprio ao catolicismo.
Com cabeça prodigiosa
Sempre cheia de projetos
Catava alguns objetos
Pros engenhos que montava
Ou então os fabricava
Em serões artesanais
Recolhendo os materiais
Como foram imaginados
Sem esquecer os cuidados
Das funções sacerdotais.
Resultou de seu trabalho
Para nosso maior gáudio
A grande invenção do rádio (1893)
Do qual é pai, é razão
Pois qualquer comunicação
Por onda hertziana
Lembra o padre e nos ufana
Muito embora seu rival (Marconi)
Pelo descaso oficial
Tenha ficado com a fama.
Fez a grande prova no ar (1899)
Da transmissão à distância
Com a devida relevância
Que o fato em si requeria
Demonstrando a telefonia
Sem o uso de algum fio
Sendo esse um desafio
Reconhecido na imprensa
Que lhe deu a recompensa
Num merecido elogio. (1900)
O ensaio foi divulgado
E, por muita gente visto
Mas só teve oficial registro
Depois de grande labuta
Ao enfrentar nova luta
Na forma de seu perfil
Pra conseguir no Brasil (1901)
A patente do aparato
Que transmitia de fato
Algum som, mesmo sutil.
Nosso ilustre conterrâneo
Que é gaúcho e brasileiro
É o patrono verdadeiro
Dos que amam seus inventos
E propagam aos quatro ventos
Com orgulho e com louvor
Que um bom radioamador
Serve sempre à sociedade
Por sua livre vontade
Sem nunca esperar favor.
Finalmente reconhecido
Depois de alguns desenganos
Recebeu dos americanos
Três patentes de inventor (1904)
Atestando que o transmissor
E o telefone sem fio
São obras do seu feitio
Que se somam à primazia
De fazer da telegrafia
Um complemento do trio.
Perdão, ilustre pastor,
Pela simplória abordagem,
Que a título de homenagem,
Quis colocar no papel,
Mas, foi tarefa cruel,
Diante da vossa estatura;
Pois, confesso, com lisura,
E com todo meu respeito,
Que pra alcançar seus feitos,
Preciso ter mais altura.
Antonio Luiz de Oliveira/out/2004
py3al@ig.com.br
Obs: estes versos tem por base a obra “Brasileiro, Gaúcho, Um Gênio Diferente: Landell de Moura”, escrita pelo radioamador – PY3 IDR – Ivan Dorneles Rodrigues, apaixonado pesquisador e estudioso da vida e obra desse notável religioso, cientista e inventor, chamado ROBERTO LANDELL DE MOURA.
Em Porto Alegre, no centro
O homem que no momento
Passa a ser o personagem
A quem dedico a mensagem
Que pretendo apresentar
Na esperança de mostrar
A grandeza de seus feitos
E, também, alguns defeitos
Se porventura encontrar.
Dona Sara Marianna Landell
E, Inácio Ferreira Moura
São as fontes geradoras
Desse garotão esperto
Cujo nome de Roberto
Conforme foi registrado
Veio a ser sacramentado
Também em nossa cidade
Aos dois anos de idade (1863)
Na pia do batizado.
Herdou dos pais, com certeza
Alguns traços definidos
Foi menino extrovertido
Sempre atento às novidades;
Fez o curso de Humanidades (1872/77)
E, seguiu pro Rio de Janeiro
Como estudante e caixeiro
Até que o próprio destino
Quem sabe, um sopro Divino
Veio mudar-lhe o roteiro.
Matriculou-se em Roma
Por indicação da fé (1878)
Sendo perto da Santa Sé
Que estudou Filosofia
E, também, Teologia,
Indispensáveis ao mote
De se tornar sacerdote (1886)
Sem descuidar dos inventos
Um de seus grandes intentos
Desde quando rapazote.
Tinha o gênio desinquieto
De um padre itinerante
Parava só um instante (1887/900)
Em suas várias mudanças
Sendo muitas as andanças
De Porto Alegre a Santana (SP)
Campinas, Santos, Uruguaiana
Como vigário e professor
Cientista e pesquisador
Dedicado à vida humana.
Roberto Landell de Moura
Teve até fama de santo
Havendo alguém, entretanto
Que o considerava “bruxo”
Por afrontar os gaúchos
Com idéias avançadas
E reprimendas ousadas
Ao exigir que as “beatas”
Se mostrassem mais sensatas
Especialmente as casadas.
Os sermões que ele pregava
Calavam fundo na alma
Talvez escritos com a calma
De quem falava com Deus;
Pois, hoje, os cadernos seus
Guardam parte da doutrina
Que essa mente cristalina
Produziu por tantos anos
Ensinando aos paroquianos
A mais cristã disciplina.
A versatilidade do gênio
É clara, não se ignora
Por certo, Nossa Senhora
Deu-lhe amparo e proteção
Quando até a televisão (1904)
Que ninguém falava dela
Mas, ele, “enxergava” a tela
Com detalhes importantes
Mais de vinte anos antes
De abrir-se a grande “janela”.
Em cada lugar que andasse
Despertava curiosidade
Face à extrema habilidade
De lidar com coisa estranha
Sendo várias as façanhas
No campo do Espiritismo
E, também do Hipnotismo
Onde fez experimentos
No seu tempo, “divertimento”
Impróprio ao catolicismo.
Com cabeça prodigiosa
Sempre cheia de projetos
Catava alguns objetos
Pros engenhos que montava
Ou então os fabricava
Em serões artesanais
Recolhendo os materiais
Como foram imaginados
Sem esquecer os cuidados
Das funções sacerdotais.
Resultou de seu trabalho
Para nosso maior gáudio
A grande invenção do rádio (1893)
Do qual é pai, é razão
Pois qualquer comunicação
Por onda hertziana
Lembra o padre e nos ufana
Muito embora seu rival (Marconi)
Pelo descaso oficial
Tenha ficado com a fama.
Fez a grande prova no ar (1899)
Da transmissão à distância
Com a devida relevância
Que o fato em si requeria
Demonstrando a telefonia
Sem o uso de algum fio
Sendo esse um desafio
Reconhecido na imprensa
Que lhe deu a recompensa
Num merecido elogio. (1900)
O ensaio foi divulgado
E, por muita gente visto
Mas só teve oficial registro
Depois de grande labuta
Ao enfrentar nova luta
Na forma de seu perfil
Pra conseguir no Brasil (1901)
A patente do aparato
Que transmitia de fato
Algum som, mesmo sutil.
Nosso ilustre conterrâneo
Que é gaúcho e brasileiro
É o patrono verdadeiro
Dos que amam seus inventos
E propagam aos quatro ventos
Com orgulho e com louvor
Que um bom radioamador
Serve sempre à sociedade
Por sua livre vontade
Sem nunca esperar favor.
Finalmente reconhecido
Depois de alguns desenganos
Recebeu dos americanos
Três patentes de inventor (1904)
Atestando que o transmissor
E o telefone sem fio
São obras do seu feitio
Que se somam à primazia
De fazer da telegrafia
Um complemento do trio.
Perdão, ilustre pastor,
Pela simplória abordagem,
Que a título de homenagem,
Quis colocar no papel,
Mas, foi tarefa cruel,
Diante da vossa estatura;
Pois, confesso, com lisura,
E com todo meu respeito,
Que pra alcançar seus feitos,
Preciso ter mais altura.
Antonio Luiz de Oliveira/out/2004
py3al@ig.com.br
Obs: estes versos tem por base a obra “Brasileiro, Gaúcho, Um Gênio Diferente: Landell de Moura”, escrita pelo radioamador – PY3 IDR – Ivan Dorneles Rodrigues, apaixonado pesquisador e estudioso da vida e obra desse notável religioso, cientista e inventor, chamado ROBERTO LANDELL DE MOURA.
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